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A Economia do Distrito Federal na Era Digital

A Economia do Distrito Federal na Era Digital

*Por Ricardo Caldas, presidente do Sinfor e da Telemikro

Há poucas semanas, escrevi um texto sobre a grandiosidade da Indústria de Tecnologia da Informação e como devemos celebrá-la. Falei sobre como o reconhecimento da contribuição do setor poderia torná-lo ainda mais forte e ativo.

Nesta semana, tenho a honra de anunciar que realizaremos uma iniciativa de valorização das empresas de TI organizada conjuntamente entre mercado privado e Poder Público. Empresários, entidades representativas, Sebrae e Câmara Legislativa do Distrito Federal farão, juntos, uma semana inteira dedicada ao debate sobre o assunto.

A Mostra Brasília + TI terá o tema “A Importância do Setor na Recuperação da Economia”. O assunto será abordado em Audiência Pública, palestras, painéis de debate, encontros de negócios e exposição de marcas, serviços e produtos. A expectativa é que mais de 500 pessoas circulem pelos ambientes da CLDF ao longo de três dias – de 5 a 7 de dezembro – experimentando, opinando e trocando informações sobre o setor.

Paralelamente, o Governo Federal abriu o debate sobre como a Era Digital pode contribuir para alavancar o desenvolvimento do país por meio de Políticas Públicas estratégicas. A diretora de Políticas e Programas Setoriais em Tecnologias da Informação e Comunicação do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Miriam Wimmer, afirmou que a Administração Pública precisa de um norte comum para as áreas estratégicas.

É exatamente o que estamos propondo para Brasília. Na prática, a ideia é apresentar à população, aos gestores públicos e ao mercado as possibilidades de investimento em mecanismos que otimizem, agilizem e economizem recursos em diversas áreas, de modo a facilitar a gestão da crise financeira no país.

A TI é uma indústria limpa e sustentável, capaz de trazer soluções para reduzir gastos, além de conferir celeridade aos processos. É a modernização do Estado de que tanto falamos que fará a inclusão perfeita do conceito de efetividade aos serviços.

O diretor de Políticas Públicas da Intel para a América Latina, Fernando Loureiro, já havia adiantado que o Brasil passa por revolução da economia digital com a adoção de novas tecnologias, tal como fez Alemanha, Reino Unido, Índia, Chile, Colômbia, México e Peru.

Segundo Fernando, os ganhos abrangem “produtividade, competitividade e aumento nos níveis de renda e geração de empregos, além de novos serviços digitais que beneficiam a sociedade e oferecem transparência nos uso e destino dos recursos públicos”.

O chairman da Cisco, John Chambers, ressaltou que a cobrança por modernidade vem do próprio consumidor. Segundo ele, a digitalização permite incrementar o crescimento do Produto Interno Bruto nos países. O volume de dinheiro envolvido nesse processo é de R$ 19 trilhões no mundo todo.

“Isso exigirá que as empresas e governo trabalhem em conjunto para criar um ambiente que incentive os empresários a dar vida a suas visões. Uma combinação de legislação, tais como benefícios fiscais para empresas de estágio inicial e investimentos de capital de risco corporativo, que fornecem apoio financeiro e orientação de oportunidades para startups, será vital para sustentar este ecossistema”, diz o Chairman.

Se bem sucedida, a mostra colocará Brasília no fluxo natural das cidades que conseguiram superar crises – até maiores do que a que estamos vivendo – e deslanchar como polo econômico. Temos vários exemplos de que a TI transforma cenários desastrosos em prosperidade. Cidades que se tornaram fantasmas e foram recuperadas pelo investimento em polos de inovação. Agora, sim, estamos no caminho certo. E que seja contínuo.

 

Sobre o Autor

Ricardo Caldas

Diretor-presidente e fundador da Telemikro Telecomunicações Informática e Microeletrônica S.A., é graduado em Engenharia Elétrica - Departamento de Engenharia Elétrica - UnB (1984) e mestre pelo Departamento de Engenharia Elétrica - UnB (1987). Presidente do Sinfor - Sindicato das Indústrias da Informação do DF, também faz parte do Conselho da FIBRA, Conselho da ABES, Conselheiro no CATI e no Sesi-DF. Foi primeiro vice presidente da Federação das Indústrias do Distrito Federal, Conselheiro no Conselho de Ciência e Tecnologia do Distrito Federal, vice presidente do Sindicato da Indústria da Informação do DF - Sinfor, Conselheiro na Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Distrito Federal, Conselheiro da CNI - Confederação Nacional da Indústria.

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