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Empresas no Distrito Federal que utilizam tendências de tecnologia para 2017

Empresas no Distrito Federal que utilizam tendências de tecnologia para 2017

Tecnologias como IoT, Big Data e Blockchain tem se tornado tendências nos últimos anos, e espera-se que em 2017 elas se intensifiquem ainda mais em empresas que não querem ficar de fora do mercado. A Internet das Coisas (IoT), por exemplo, tem grande potencial de alavancar o mercado tecnológico mundial. Contudo, a IoT ainda está em seu início.

Estima-se que apenas 7% das empresas da América Latina utilizam essa tendência, enquanto 44% delas estão em fase de experimentação.  De acordo com dados da Fapesp, São Paulo é o estado brasileiro onde mais se investe em pesquisa e desenvolvimento em IoT. 60% das empresas paulistas investem em pesquisa, bem mais do que o Canadá. A média de empresários que investem em novas tendências, como o IoT, é baixa, caindo para 39%.

As empresas no Distrito Federal necessitam atentar-se para essas novas tecnologias, já que o mercado será bastante disputado. Se você não utilizar tendências como Plataformas, Realidade Aumentada e Virtual, Big Data, Blockchain, Genoma e Fintec – com certeza a empresa concorrente utilizará. Confira abaixo algumas empresas no Distrito Federal que já estão utilizando:

Wend Tecnologia: Walker de Alencar é CTO na Wend Tecnologia, uma empresa que desenvolve soluções em tecnologia e acompanha de perto às principais tendencias  e inovações no setor,  e atualmente vem se despontando com iniciativas em Blockchain e realiza networking e parcerias importantes através do BizMeet.

Redecom: Homero Mateus é diretor comercial de um grupo comercial formado pelas empresas REDECOM, B2IT, BI Datacom e Zero Impacto.  Esse conglomerado trabalha com soluções para Cidades Inteligentes, que envolve desde sua infraestrutura até sistemas complexos (Big Data, Blockchain e IoT). O grupo desenvolve um sistema inovador de controle de acesso e videomonitoramento através de IoT.

Ubicity Cidades Inteligentes: Fábio Buiati é co-fundador da Ubicity Cidades Inteligentes, uma startup incubada no CDT/UnB que desenvolve serviços e soluções na área de inteligência de dados. Sua empresa utiliza tecnologias inovadoras, que incluem inteligência artificial, big data, mineração de dados, computação em nuvem, entre outras. O diferencial da Ubicity está em coletar informações de mais de 20 fontes de dados heterogêneas e classificar as regiões administrativas do DF, segundo diversos índices. Esse projeto é a base do UbiPlaces que será lançado ainda nesse mês.

Importância

De acordo com Homero Matheus é primordial que empresários acompanhem essas novas tendências e decidir se sua empresa irar morrer ou sobreviver. “Essa questão responde por si só. Estamos em um mundo novo, cheio de novas possibilidades. O ontem de fato virou passado muito rápido e o amanhã será o novo rumo. Não se consegue mais seguir em frente com antigos serviços. Vida nova, mundo novo!”.

Já para Walker de Alencar, empresas de tecnologia podem ficar à margem do mercado se não se adequarem a essas tendências. “Afinal, as inovações estão acontecendo rapidamente nos dias de hoje, e é imprescindível estar alinhado às novidades de mercado”.

Na concepção de Fábio Buiati, empresas precisam se adequar com rapidez às tendências do mercado. “Não dá mais pra boicotar ou adiar a inovação. As fintechs são um exemplo claro disso. Trata-se de vantagem competitiva”.

Mercado no Distrito Federal

Walker de Alencar diagnostica o mercado de blockchain em Brasília como algo desconhecido e não tão explorado, mesmo que já se tenha ciência de sua importância. “Podemos dizer que blockchain está como a internet em 1998: ainda muito restrito à grupos técnicos e pouco disseminado. Governo e empresas podem se beneficiar muito da tecnologia, com bases de dados distribuídas de: entidades, protocolos, autenticidade de documentos, rastreabilidade de gastos e afins”.

Para Homero Matheus o mercado de IoT no Distrito Federal é basicamente o público, bastante competitivo e nem sempre inovador. “O mercado brasiliense é de volume, e não necessariamente de novas tecnologias. Acredito em dias difíceis para todas as empresas aqui instaladas”.

Fábio Buiati acredita que o mercado de big data no Distrito Federal é amplo, uma vez que a sociedade vive na era da informação e dos dados e as empresas precisam trabalhar cada vez mais com isso. “Acredito que temos um enorme mercado, especialmente em Brasília, em que os tecnólogos trabalham com dados produzidos pelo governo. São milhares as bases de dados públicos existentes e totalmente inexploradas”.

Vantagens e desvantagens

Para que empresários invistam nessas tecnologias, consideradas tendências em 2017, é preciso coragem e conhecimento de seus cenários que englobam vantagens e desvantagens.

Big Data

            Vantagens:

  • Desenvolver soluções inovadoras e disruptivas; e
  • Ganhar mercado rapidamente.

            Desvantagens:

  • Dificuldade de encontrar profissionais qualificados na área.

IoT

            Vantagens:

  • Empresas assumem novas posições competitivas; e
  • Colocam-se na vanguarda do mercado.

            Desvantagens:

  • Riscos e desafios de estar na vanguarda do mercado; e
  • O olhar conservador e desconfiado dos clientes.

Blochchain

            Vantagens:

  • Garantia de segurança através de assinatura digital a cada operação realizada;
  • Automatização de vários processos, como a liberação de pagamentos com assinatura digital de duas partes ou aferindo autenticidade à documentos e processos de votações;
  • Imutabilidade dos dados; e
  • Alto nível de rastreabilidade e auditabilidade.

            Desvantagens:

  • Muitos ainda vinculam Blockchain com Bitcoin e ignoram a abrangência da tecnologia em outros setores; e
  • Dificuldade de encontrar profissionais qualificados

 

Panorama futuro

No que diz respeito a essas tendências, os primeiros setores a serem atingidos serão o financeiro e o cartorário, pois os estudos atuais estão nesses segmentos.

Walker de Alencar acredita em uma integração entre o blockchain com a IoT. A tecnologia permitirá que um dispositivo disponha de uma carteira e execute contratos inteligentes sobre demanda, interagindo com outras aplicações. “Um servidor poderá detectar alguma falha e acionar o fornecedor correto após avaliar o tipo de problema, por exemplo. Um carro autônomo autorizará o deslocamento para um determinado endereço, após confirmar uma transação do pagamento solicitado via moeda digital. Em caso de acidente, poderá solicitar o guincho, enviar o pagamento via moeda digital e notificar o seguro”.

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Sobre o Autor

Redação

O Bizmeet é um das principais referências do Centro-Oeste nas áreas de Tecnologia e Inovação.

É ganhador de prêmios regionais e até mundialmente reconhecido.
Empresas e instituições de grande renome já investiram em iniciativas do portal;

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