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Super Advogados

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Apesar de o termo inteligência artificial ter sido cunhado na década de 1970, por Alan Turing, parece que apenas agora este tema despertou o interesse dos advogados. E não é para menos, de lá para cá a tecnologia se tornou cada vez mais poderosa, intuitiva e barata.

Por que essa mudança? De acordo com a lei de Moore, inicialmente designada para os hardwares, mas já aplicável para softwares e os dados, a tecnologia tem sua potência aumentada em 100% a cada 18 meses, enquanto os custos permanecem os mesmos. Não à toa vemos drones, impressoras 3ds, smartphones de ponta serem comercializados a preços acessíveis.

O mesmo ocorreu com a inteligência artificial, a qual já produz resultados surpreendentes. No ramo do direito não é diferente. Afinal, parte do trabalho do advogado é ler um volume abissal de textos, interpretá-los e depois aplicar ao caso concreto para depois transmitir a um terceiro suas conclusões oral ou verbalmente.

Felizmente, a IA consegue fazer isto tudo com mais velocidade e acurácia que o ser humano.  Em menos de um segundo, pode consultar as legislações do mundo todo e aplicá-la ao caso. 

Com o advento do machine e deep learning, as redes neurais da inteligência artificial já podem inclusive aprender sozinhas. E nesse momento emerge uma dúvida, quem sabe até um receio. Será que os advogados ficarão sem trabalho?

Mais uma vez a tecnologia pode nos ajudar. O site willrobottakemyjob afirma que há apenas uma chance de 4% de que os advogados sejam substituídos por robôs, enquanto para os paralegais (responsáveis por tirar cópia, certidões, dar andamento aos processos no cartório) a chance aumenta para 94%.

E o que isso quer dizer? A tecnologia não irá extinguir a profissão advogado, apenas irá auxiliar os humanos nas tarefas repetitivas e burocráticas. A pesquisa de leis, doutrinas e jurisprudência será facilitada, os profissionais poderão tomar decisões baseadas em dados.

Por outro lado, aqueles que não se adaptarem a esse novo cenário, tem risco de perder o emprego. Simplesmente porque muitos profissionais irão aderir a tecnologias que tornam seus serviços melhores e mais baratos. 

Pode-se ainda vislumbrar outros efeitos. A criatividade dos advogados será cada vez mais valorizada, de modo a encontrar a melhor solução para o caso, treinar e desenvolver softwares. 

De fato, nós teremos de aprender outras habilidades, como muito provavelmente o desenvolvimento do software, análise de dados complexos e design. Mas isso tudo vem por um bom motivo, o acesso a justiça será democratizado e a qualidade das decisões irá melhorar.

Portanto, enxergo com otimismo o uso de inteligência artificial no judiciário em geral, desde advogados, funcionários públicos e magistrados podem se beneficiar com o uso consciente desta incrível ferramenta.

Lucas Gouvea Carmo é surfista, advogado, fundador do Direito No Ar e da YourBase.

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Sobre o Autor

Redação

O Bizmeet é um das principais referências do Centro-Oeste nas áreas de Tecnologia e Inovação. É ganhador de prêmios regionais e até mundialmente reconhecido. Empresas e instituições de grande renome já investiram em iniciativas do portal

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