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Tecnologia do DF e a política

Tecnologia do DF e a política

Na última semana, recebemos a notícia de que o Secretário de TI do GDF, Paulo Salles, deixou o cargo. Isso gerou certa insegurança nos grupos de tecnologia: e agora? Quem será o novo secretário? E tem mais: existem rumores de que a Secretaria de Tecnologia será agregada a outra.

Até o presente momento, não temos conhecimento de quem será o novo indicado. Sabemos, contudo, como é feita a indicação de um cargo como esse: os partidos ligados ao atual governador sugerem nomes para a função. E, como sabemos também, nem sempre são pessoas capacitadas para exercerem tal secretaria.

As últimas cadeiras de Secretário de TI do GDF foram ocupadas por nomes provenientes dos meios acadêmicos. Nenhum empreendedor ou profissional de mercado assumiu tal posto. Por esse motivo, as ações beneficiam professores e pesquisadores e deixam de lado outros setores de fundamental importância.

O “X” da questão

A raiz do problema do setor de tecnologia é: nós, empreendedores e profissionais da área, não participamos ativamente de partidos políticos.

Na maior parte dos casos o governo não nomeia pessoas qualificadas para os cargos de secretária, escolhem indivíduos de indicação política, sem o conhecimento da área. Querem um exemplo claro de como isso é verdade? Nos últimos dias, um colega postou a foto da reunião de um importante partido no Facebook. Não havia ninguém da área de TI na mesa. Nenhum nome conhecido. Essa pessoa que postou a foto foi indicado para ser administrador de uma localidade do DF, foi aceito e está exercendo o cargo atualmente.

E quais são os critérios presumíveis para a escolha de cargos na área de Tecnologia do GDF, atualmente? Simples: ficam sabendo de alguém do partido ou da aliança política que fez, há 20 anos, a matéria “Introdução à Ciência da Computação” na faculdade e que também, em um determinado dia, “pisou o pé dentro da FAP”. Pronto. Esse será o novo secretário.

O potencial do setor de TI

Até pode soar estranho, mas o governo não sabe o potencial econômico do setor de tecnologia e comunicação, responsável por 9% do PIB brasileiro. Se soubesse, agiria de outra forma, dando mais recursos ao segmento.

Porém, para chegar até o governo, são necessárias estratégias e muita argumentação. Atualmente, os sindicatos e associações de Tecnologia pagam advogados para tratar das questões jurídicas, e contadores para questões contábeis. Mas não pagam um bom cientista ou assessor político para trâmites governamentais. Então, eles tentam com argumentos empresariais convencer políticos a investir no setor de TI, ou seja, é como jogar basquete usando as regras do vôlei.

Próximos passos

Nós, membros ativos de associações e sindicatos, formadores de opiniões, temos de levantar da cadeira, parar de reclamar e participar ativamente dos partidos. E, de preferência, chegar a cargos de liderança. Esse é o começo. Isso foi feito por todos os atuais gestores em cadeiras governamentais.

Texto revisado por Assessoria de Imprensa Bizmeet

Sobre o Autor

Juliana Ribeiro

Com mais de 18 anos de atuação na área de Tecnologia da Informação, Juliana Ribeiro foi assessora e gerente em grandes organizações públicas e privadas. Foi membra da diretoria de várias entidades ligadas à gestão e empresários, como exemplo podemos citar: Coordenadora da Rodada de Negócios da BPW (uma associação internacional voltada para mulheres de Negócio). Possui nível superior na área de TI, pós-graduação e uma certificação reconhecida internacionalmente. É diretora de inovação do BizMeet – uma das principais referências em Tecnologia da Capital Federal. Como coordenadora deste Portal e Influenciadora Digital, já entrevistou lideranças nacionais. Além disso, ministra palestras e workshops focados no mercado de novas tecnologias e inovação. Congressos de renome mundial já receberam a palestrante.

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