O Ministério do Planejamento desenvolveu um projeto piloto bem-sucedido para verificação de documentos e identidades em conjunto com a Microsoft e a ConsenSys, empresa especializada em blockchain (protocolo de segurança que tem como base a descentralização, utilizada nas transações com bitcoins). O aplicativo foi executado pelo uPort, o sistema de identidade da plataforma Ethereum.

Para chegar à prova de conceito, o Ministério do Planejamento empregou a uPort como uma aplicação de identidade. O objetivo do trabalho foi avaliar como a tecnologia blockchain pode ajudar as autoridades a verificar documentos registrados em cartório. Entre as etapas aplicadas, foi checado o potencial de o uPort em carregar documentos e aprovar assinaturas.

A parceria entre uPort, uma corporação e uma entidade governamental não é inédita, mas a firmada no Brasil é a primeira em que um governo sul-americano submete uma prova de conceito na tecnologia blockchain.

A versão piloto demonstra que os usuários podem usar as identidades uPort para acessar seu software de identidade e reutilizá-las, além de compartilhar seus documentos assinados entre os órgãos da administração pública, o que lhes permite potencializar o fluxo de assinaturas e as aprovações.

Para Adriane Medeiros Melo, chefe do Departamento de Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, a prova de conceito é importante como “uma forma de explorar o potencial da tecnologia blockchain para promover a disrupção dos serviços públicos e compreender todos os riscos associados a ela”.

Troca confiável e redução de tempo

Essa tecnologia promove a descentralização, a audibilidade e a segurança das transações na internet, cujo potencial é permitir a troca confiável de ativos por meio desse novo canal. Essa descentralização reduz os riscos de um sistema com um único ponto de falha, além de diminuir o tempo e o preço das operações.

“A prova de conceito, como a desenvolvida em parceria com a Consensys, é útil para estabelecer um novo modelo de confiança entre o governo e a sociedade”, diz Adriane Melo.

Os resultados permitem que o Ministério do Planejamento ofereça aos cidadãos um maior acesso aos seus softwares e serviços de forma mais segura, privada e eficiente, e coloca o usuário no controle de sua própria identidade;

Fonte: canaltech