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Ciência, tecnologia e inovação devem entrar no debate eleitoral

Ciência, tecnologia e inovação devem entrar no debate eleitoral

Por Redação BizMeet, com informações da Folha de São Paulo

Neste ano de eleições presidenciais, a política de ciência, tecnologia e inovação precisa ser valorizada. O crescimento econômico e até a sustentação de políticas sociais dependem de que as empresas brasileiras se tornem mais inovadoras, de acordo com debate entre especialistas no Fórum Estadão Brasil Competitivo, realizado nesta semana em São Paulo.

“O debate econômico no Brasil não pode tratar somente de macroeconomia”, disse Júlio Ramundo, superintendente de Indústria de Base do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). “A atividade inovadora precisa ser incluída na estratégia de desenvolvimento.”

Raimundo mostrou como o incentivo à inovação tem ganhado espaço nas atividades do banco, desde a década de 90. Em meados dos anos 2000, a instituição destinava cerca de R$ 500 milhões (0,5% de seu orçamento) a projetos de inovação. Em 2015, esse número alcançou R$ 6 bilhões.

Entre as novas medidas do banco nessa área, está a criação de um fundo de coinvestimento anjo. Investidores anjos são aqueles que fazem os primeiros aportes nas startups. O BNDES está disposto a fazer investimentos de R$ 200 mil a R$ 500 mil, no mesmo valor que um investidor anjo desembolsar. O fundo já recebeu 14 propostas. “Estamos preparados também para participar das rodadas de investimento subsequentes”, explicou Ramundo.

Capacitação

Para que a inovação aconteça, é necessário pessoas qualificadas, infraestrutura e ambiente favorável. “O Brasil tem muito a fazer em todos os aspectos”, disse Fernanda De Negri, pesquisadora do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Ela citou o custo de capital como um dos entraves. “Como existe um risco maior associado a inovação, ele é ainda maior.”

Startups e Inovação

Para Pedro Waengertner, presidente executivo da aceleradora Ace, existe oportunidade para o Brasil tornar-se líder em startups em algumas áreas, como agricultura. “A inovação é feita pelo empreendedor, mas ele também pode estar numa grande empresa.”

As iniciativas de startups lançadas por grandes empresas são moda ou necessidade? As duas coisas, na visão de Pedro Waengertner, presidente executivo da Ace. “Tem uma moda de o pessoal ouvir que os outros estão trabalhando com startups e achar que também devem trabalhar.”

Para o presidente da ACE, o ponto mais fraco do ecossistema brasileiro de inovação hoje é a educação. “As pessoas não conhecem os métodos, os conceitos, não sabem o suficiente para empreender”, explicou. “Veem uma notícia ou outra sobre startup e acham que é simples. Ou que basta ter uma ideia que alguém dá dinheiro. É muito mais complexo. Quanto mais pessoas conhecerem os conceitos e forem educadas neles, melhor para o Brasil.”

Opinião

“Tenho uma palestra com o tema Inovação na Prática, no qual cito a opinião de um importante economista sobre o tema. Ele diz que o governo não prepara as pessoas para as novas tecnologias. Isso é um fato verdadeiro. Está na hora de mudar essa postura”, diz Juliana Ribeiro, Diretora de Inovação do BizMeet. “Esse fórum foi de fundamental valor para a sociedade. A organização está de parabéns!”, completa a executiva.

 

Por Redação BizMeet, com informações da Folha de São Paulo

Sobre o Autor

Redação

O Bizmeet é um das principais referências do Centro-Oeste nas áreas de Tecnologia e Inovação. É ganhador de prêmios regionais e até mundialmente reconhecido. Empresas e instituições de grande renome já investiram em iniciativas do portal

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