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Gartner aponta tendências estratégicas para 2017 na área de TI

Gartner aponta tendências estratégicas para 2017 na área de TI

Na definição do Gartner, tendências tecnológicas estratégicas são aquelas com grande potencial disruptivo, de rápido crescimento, com alto grau de volatilidade. Nesta quarta-feira, 26/10, David Cearley, vice-presidente da consultoria, apresentou durante o Symposium/ITxpo, que acontece em São Paulo, aquelas que o Gartner considera ser as dez principais tendências estratégicas para a área de TI no ano que vem.

“São tecnologias que preparam o cenário para uso da Malha Digital Inteligente”, afirma o executivo, que a divide em três grandes grupos: tecnologias que levarão inteligência a todas as partes, como IA e aprendizado de máquina; tecnologias que promoverão a interconexão do mundo digital com o mundo real; e as plataformas e serviços necessários para entregar toda essa inovação para os usuários finais.

“Na prática, a malha digital é formada por três camadas: a camada de captura da interação, a de processamento da linguagem natural e a troca de dados com os sistemas cognitivos”, explica o executivo.

Segundo ele, a melhor estratégia que os CIOs podem adotar a essa altura é parar de se preocupar com a tecnologia e passar a se preocupar com os problemas de negócio que precisam resolver. “Se começarem pelo problema, terão melhores condições de optar por múltiplas tecnologias para gerar valor”, afirma Cearley.

Confira, a seguir, as dez tendências estratégicas para 2017.

1 – AI e Aprendizado de Máquina Avançado

Inteligência Artificial e Machine Learning englobam hoje muitas tecnologias e técnicas (Aprendizado Profundo, Redes Neurais, Processamento de Linguagem Natural). As técnicas avançadas já começam a substituir os algoritmos tradicionais baseados em regras para o desenvolvimento de sistemas que entendam, aprendam, prevejam, adaptem, e possivelmente operem de forma autônoma.

“A aplicação da Inteligência Artificial e do aprendizado de máquina fazem surgir uma vasta gama de implementações inteligentes, incluindo dispositivos físicos como robôs e veículos autônomos, aplicativos e serviços como os assistentes pessoais virtuais”, afirma Cearley. “Essas implementações serão entregues como sendo uma nova classe e aplicativos e coisas inteligentes”, completa.

2 – Aplicativos Inteligentes

Os aplicativos inteligentes como os assistentes pessoais virtuais (VPAs) realizam algumas das funções que uma secretária faria todos os dias, como priorizar e-mails, e tornam seus usuários mais eficazes, destacando os conteúdos e as interações mais importantes. Outros aplicativos, como os assistentes virtuais do cliente (VCAs) são mais especializados, para realizar tarefas de suporte e de vendas. Ambos têm a possibilidade de transformar a natureza e a estrutura do local de trabalho.

“Nos próximos 10 anos, todo aplicativo vai incorporar algum nível da Inteligência Artificial”, diz o executivo.

3 – Internet das Coisas

São os objetos físicos que vão além da execução de modelos de programação rígidos, incorporando Inteligência Artificial aplicada e Aprendizado de Máquina para assumirem comportamentos sofisticados e poderem interagir com mais naturalidade com o ambiente que os cercam e com as pessoas. Veremos cada vez mais o surgimento de dispositivos de IoT autônomos, trabalhando em uma malha colaborativa de inteligência.

4 – Realidade Virtual e Aumentada

As chamadas tecnologias absorventes transformam a forma como os indivíduos interagem uns com os outros e com os software. “O cenário do consumidor imersivo e dos apps irá evoluir drasticamente ao longo de 2021”, comenta Cearley. “As capacidades da VR e da AR irão se unir à malha digital para formar um sistema mas contínuo de aparelhos capazes de orquestrar o fluxo da informação com aplicativos e serviços hiper personalizados e relevantes. A integração com a Internet das Coisas móvel e os ambientes ricos em sensores irão estender os sistemas imersivos além de experiências isoladas e únicas.

5 – Gêmeo Digital (Digital Twin)

Bem-vindo a um modelo dinâmico de software embarcado que, através de sensores entende o seu estado, responde a mudanças, melhora as operações e agrega valor. Incluem uma combinação de metadados (classificação, composição, estrutura, etc), condições ou estado (local e temperatura, por exemplo), dados sobre eventos (série cronológica) e análise (algoritmos e regras).

Na visão do Gartner, dentro de três a cinco anos centenas de milhões de coisas irão ser representadas por gêmeos digitais. As empresas irão usá-los para reparar falhas, de forma proativa, planejar manutenções, processos de fabricação, operar fábricas, aumentar a eficiência operacional e desenvolver melhores produtos.

Eventualmente, eles se tornarão representantes da combinação entre indivíduos qualificados, aparelhos e controles de monitoramento tradicionais (como medidores e válvulas de pressão).

6 – Blockchain e registros distribuídos

Os conceitos estão ganhando força, pois prometem transformar os modelos operacionais de diferentes segmentos industriais. Hoje, o uso mais frequente está na indústria financeira. Mas Cearley enxerga um futuro promissor, por exemplo, em aplicações de supply chain.

O segredo do Blockchain reside no uso inovador de tecnologias existentes para autorizar que partes não confiáveis realizem transações, independente de uma autoridade central. Algo que pode facilitar a distribuição de música, a verificação de identidade, o registro de títulos e a segurança em cadeias de fornecimento. “Os registros distribuídos são potencialmente transformadores, porém a maioria das iniciativas esta em fase de testes”, comenta Cearley.

7 – Sistemas de Comunicação pessoal (Chatbots)

Hoje, o foco para interfaces conversacionais está voltado para os chatbots e para os aparelhos habilitados por microfones (alto-falantes, smartphones, talbets, PCs, automóveis). No entanto, a malha digital vai abranger um conjunto cada vez maior de pontos de acesso a aplicativos e informações.

A medida que a malha de dispositivos for se desenvolvendo, os modelos de conexão e interação irão se expandindo, levando a uma maior cooperação entre eles, criando a base para uma nova experiência digital contínua e real.

8 – Aplicativo MESH (Mesh Apps) e Arquitetura de Serviços (MASA)

Os aplicativos móveis, os aplicativos para Web, para desktop e para IoT se conectam em uma rede ampla de serviços de retaguarda para criarem o que os usuários enxergam como um único aplicativo. A arquitetura encapsula os serviços e expõe APIs em vários níveis.

A MASA permite que os usuários tenham uma solução otimizada para os endpoints alvo na malha digital, assim como uma experiência contínua e medida que transitam entre diferentes canais.

9 – Plataformas de tecnologia Digital

Elas fornecem os alicerces básicos para um negócio digital e são um facilitador importante para a criação dos negócios digitais.

O Gartner identificou os cinco pontos principais que permitem as novas capacidades e modelos comerciais digitais: sistemas de informação, experiência do cliente, análise e inteligência, a IoT e os ecossistemas comerciais. Cada empresa terá uma mescla desses cinco pontos.

10 – Arquitetura de segurança adaptável

A malha digital, as plataformas de tecnologia digitais inteligentes e as arquiteturas dos aplicativos criam um mundo cada vez mais complexo para a segurança.

“As tecnologias existentes hoje para segurança devem ser usadas como base para assegurar as plataformas de Internet das Coisas”, comenta Cearley.

Uma coisa é um hacker invadir e derrubar sistemas ou roubar dados. Mas, o que acontecerá quando o alvo for um aparelho médico que mantém um paciente respirando? São infinitas as possibilidades de criarmos aqui cenários apocalípticos.

A partir do momento que todo equipamento ganha inteligência e passa a conversar com o ambiente, a segurança física precisará se unir à digital, que atualmente (e na maioria dos casos) encontra-se sob a responsabilidade dos departamentos de TI.

O Gartner afirma que isso trará uma carga extra sobre os ombros dos profissionais encarregados pelas medidas de proteção. E reforça que já chegou o momento desses profissionais começarem a se preparar para esse contexto.

Fonte: CIO

Sobre o Autor

Empreendedor, CTO da Wend Tecnologia e BizMeet. Graduado em Desenvolvimento Web | Análise e Desenvolvimento de Sistemas;Mestrando em Digital Currency pela University of Nicosia; Atua em desenvolvimento sistemas desde 1997. Consultor em sistemas de grande porte no MEC, FNDE, MPOG e outros; Atuante em grupos de criptomoedas brasileiros e internacionais, com participações no Flisol-DF, Bitcoin Revolution, e Câmara dos Deputados abordando Blockchain e seus usos.

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